Uma Teoria para BS: Introdução

Fala galera! Jonathan Paulino aqui. Este será o primeiro artigo que irei publicar aqui no blog que iniciará uma nova sequência de artigos para discutir algo que, na minha opinião, sempre foi deixado de lado nas discussões de BS. Vamos começar a falar aqui sobre uma Teoria do Jogo Para BS.

2

O que eu quero dizer com isto? Quer dizer que estou insinuando que irei falar de equações estatísticas, previsões de chances de vitória ou de uma escala numérica sobre o quão boa é cada carta do jogo? Não, nada disso. O que faremos será, de alguma forma, levantar uma discussão sobre os padrões que existem no jogo, entender o que eles significam e como se aproveitar deles para elevar o nosso nível competitivo no jogo.

Voce provavelmente já ouviu falar em card advantage não é? Já viu alguma decklist ser chamada de “deck de ímpeto”, não ouviu? Pois então, estes dois conceitos surgiram em discussões sobre estratégias para o Magic: The Gathering. O termo card advantage (CA) surgiu como uma maneira de mensurar o quão “ganhando” um jogo alguém esta em certo momento de uma partida de Magic. Já o ímpeto é uma palavra-chave no magic que indica que uma criatura pode atacar no mesmo turno em que entrou no jogo. Enquanto usamos estes termos pra representar algumas coisas no BS, estamos pegando emprestado conceitos que foram criados em um outro jogo para gerarmos conceitos sobre o BS. Particularmente não vejo problema nenhum nisso, pelo contrário, temos de usar sim alguns conceitos que já estão prontos na cabeça de alguns jogadores e que facilitam o entendimento para jogadores novos. Mas temos também de começar a tratar o BS como um jogo que tem suas particularidades. Então, nem todos os conceitos de outros jogos vão funcionar bem e outros simplesmente nem existem ainda.

Para dar inicio a discussão, vamos começar do começo. Eu não jogava BS ainda na época do lançamento, mas desde a primeira vez que ouvi falar sobre o jogo comecei a olhar como ele funcionava antes de comprar um deck e começar a jogar. Existiam algumas cartas que sempre que possível apareciam nas listas de todo mundo. BATER EM RETIRADA, CONVOCAR REFORÇOS e MYSTÉRIO V1. Já algumas outras cartas apareciam sempre em decks de determinados tipos: CONCENTRAR PODER, PYRO,  GARRAS IMOLADORAS, TREINADOR, etc.

Mysterio

Em UM os decks eram bastante lentos (quando comparados aos de hoje) e não existiam muitas opções para se proteger da antecipação de seu oponente e nem habilidades de antecipação que fizessem muito estrago. Por isso, o jogo era quase sempre decidido para quem conseguisse dar mais dano no combate e as outras fases do jogo tinham pouca importância. Os decks geralmente faziam 2 personagens médios quando entravam em cena (como personagem médio me refiro a personagens com 3 ou 4 de energia inicial), um médio e um grande (personagem grande me refiro a personagens com 5 ou 6 de energia inicial) ou um médio e 2 pequenos (personagem pequeno sendo aqueles que tem 1 ou 2 de energia inicial).

Se você, assim como eu, você começou a jogar BS em edições mais novas que UM. Dá pra começar a imaginar o porque do Wolverine V1 ser uma carta ultra. Enquanto os outros personagens antecipavam ganhando escudo, o Wolverine antecipava dando dano penetrante e ainda podia ter a proteção do Contra-Ataque Afiado, parece bom, não?

Então o plano era sobreviver até o seu combate com seus personagens capacitados, o resto não era tão importante desde que no combate você tivesse muito dano pra dar. Os principais decks que existiam eram: SHIELD., Vingadores, Rei do Crime, Quarteto Fantástico, Rei do Crime com SHIELD, Fantastico e Vingadores, etc, etc e etc. Não importa isso tudo. Percebam o que disse antes, o plano era sobreviver e causar muito dano no combate. Como disse, a respeito do dano que você tomaria na antecipação, não tinha muito o que você fazer. Você ia tomar o dano ou a incapacitação e pronto. Então, veja que não interessa muito o que é que você estava colocando no deck. Porque, no final das contas, só existia um deck, o deck que causava muito dano no combate!

Esse pode ser o primeiro “macro tipo” de deck do BS, como nunca ouvi darem um nome pra ele vamos chamar essa macro estratégia de ROCK. Por que ROCK? Simplesmente poque esse nome remete à habilidade ROCHA que é uma carta que é a cara dessa estratégia pois: (I) só pode ser usada no ataque, (II) causa muito dano.

Rocha.png

Perceba agora que esse ideia não pode ser derivada de outro card game, pois ela é fruto de características muito intrínsecas ao BS. Então, imagine que você estivesse conversando com um colega seu sobre como era seu deck nessa época e que este colega seu já conhece as coleções mais novas do jogo, mas não sabia como era o jogo na época de UM. Se você disser pra ele que jogava com um SHIELD, pra seu amigo entender como era o deck você vai precisar explicar que você tutorava vários agentes com o nick, que dai descia um tanque e etc, etc. Ou, se seu amigo conhecer esse conceito você diz assim “eu jogava com um SHIELD ROCK” se seu amigo conhecer o conceito então ele já sabe que era um deck que: (I) se aproveitava de efeitos de afiliação, (II) causava muito dano no combate, (III) tinha pouco impacto na antecipação.

Nessa época, as únicas fontes de CA no jogo eram PENSAR RÁPIDO, INVENÇÃO, efeitos de liderar, CONVOCAR REFORÇOS e a tutoria do FANTASTICARRO. Sendo assim tão lento o jogo, era comum os jogadores esperarem um ou mais turnos fazendo a contagem regressiva antes de colocar seus personagens em cena. Pois, uma abertura no primeiro turno não necessariamente daria a você vantagem nenhuma. Visto que, se você tivesse personagens em cena, você estaria aumentante a geração de recursos pra seu oponente durante a contagem regressiva dele e poderia não gerar compras o suficiente para compensar isto. Então, se você colocasse personagens no jogo cedo demais, poderia possibilitar que seu oponente precisasse descartar poucas cartas da mão para colocar os personagens dele na mesa, enquanto que você ficaria com poucas ou nenhuma cartas na mão por não ter conseguido fazer compras o suficiente enquanto seus personagens estavam na mesa. E poucas cartas na mão significa principalmente que você não terá capacitações suficientes para dar aos seus personagens.

Foto5

Lembrando que o jogo funcionava à regra antiga de apenas 1 descarte por turno e que era necessário fazer os seus recursos principalmente no inicio da partida. Momento este que era o único onde você poderia descartar múltiplas cartas da mão pra fazer recursos. Então, sabendo que seu oponente provavelmente não colocaria personagens no jogo no primeiro turno, o comum era descartar 3 ou 4 cartas no começo da partida, fazer a contagem regressiva e passar o turno. O outro jogador também descartaria 3 ou 4 cartas, faria a contagem regressiva e passaria o turno. O que se repetia até existirem ao menos um pensar rápido ou uma invenção nos recursos de um jogador e a possibilidade de colocar em jogo 2 personagens médios pelo menos, então esse jogador colocava em jogo os personagens, um apto a usar o pensar rápido ou a invenção e o outro com alguma opção razoável para dano. O outro jogador provavelmente colocaria seus personagens no jogo, na antecipação aconteceria um pensar rápido, na preparação seguinte nada de muito importante aconteceria, na antecipação talvez um pensar rápido ou alguma ação que aumentasse o escudo dos personagens mas o importante mesmo aconteceria no ataque. Neste momento o jogador usaria as principais opções de dano que tinha, mirando em tirar as principais opções de dano do oponente. Assim o jogo se repetia até que alguém alcançasse os 15 pontos.

Perceba que este é o ambiente de jogo gerado quando apenas decks ROCKs se enfrentam. Neste ambiente, é importante saber o momento certo de colocar os personagens em cena e o principal é conseguir causar muito dano no combate.

Este foi o primeiro post da sequência que faremos falando de uma teoria para o BS. No próximo post falaremos da coleção EVOLUÇÃO TÁTICA, sobre o que ela adicionou para o jogo e como essas adições mudaram o ambiente. Neste segundo texto também será o primeiro onde falaremos sobre como se da a relação de dominância entre dois arquétipos. Então não percam os próximos posts porque temos ainda várias idéias interessantes pra apresentar pra vocês e tudo só está começando.

E aí, gostaram deste post? Não deixem de comentar sobre o que acharam deste texto e o que gostariam que apresentássemos nas próximas postagens. Por enquanto isso é tudo. Boas Draws a todos e até a próxima!

https://www.facebook.com/jonathan.paulino.545

Muito Obrigado pessoal e fiquem ligados aqui no blog.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s